“Escrever sobre música é como dançar com arquitetura”. A declaração foi atribuída em diferentes momentos a Martin Mull, Steve Martin e Elvis Costello (eu fico com o último mas se alguém souber de fonte segura o verdadeiro autor, não se avexe em me contar). Porém, eu e o Alex Ross, crítico musical do New Yorker e autor de O Resto é Ruído e Escuta Só – do clássico ao pop, concordamos que, quem quer que tenha dito isso, estava “turvando as águas”. É possível, sim, escrever sobre música (já dançar com arquitetura acho difícil), tudo depende de como você quer fazer isso.
Mas eu concordo com Costello em uma coisa: é realmente algo meio estúpido de se querer fazer e, por isso, adotei a citação como referência para o que estou tentando alcançar com este blog. A intenção não é fazer critica musical (por isso acho que a frase é mesmo do Elvis pois ele detesta críticos musicais). A ideia de ouvir um bom disco por dia é mais uma filosofia de vida do que qualquer outra coisa, uma forma que encontrei de manter a sanidade do meio do caos da vida diária. Teorizar sobre o que ouço faz parte da minha natureza e o objetivo deste blog é compartilhar tais pensamentos e sentimentos trazidos pela música. Se a isso se chama “dançar com arquitetura”, tudo bem pra mim.
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